O Australian Open mal começou e já deixa claro: não haverá descanso para quem ama o tênis. A madrugada em Melbourne foi intensa, técnica e simbólica. Vitórias sólidas de gigantes consagrados, confirmações de favoritismo no feminino e partidas de sufoco que lembram por que um Grand Slam nunca é simples — nem para os grandes nomes.
Djokovic impõe autoridade e manda recado ao torneioNovak Djokovic entrou em quadra como quem sabe exatamente onde está e o que quer. Com uma atuação segura, dominante e sem sustos, o sérvio venceu em sets diretos, controlando o jogo do início ao fim. Poucos erros, saque eficiente e leitura impecável dos pontos longos.
Foi uma daquelas estreias que não empolgam pelo drama, mas assustam pela naturalidade. Djokovic mostrou que segue absolutamente confortável em Melbourne — e que continua sendo um obstáculo psicológico tão grande quanto técnico para qualquer adversário.
Swiatek confirma força, mesmo sob pressãoIga Swiatek também avançou, mas precisou lidar com mais resistência. O primeiro set foi disputado, exigindo paciência e ajustes de ritmo. A partir daí, a polonesa cresceu, impôs intensidade e confirmou a vitória.Swiatek segue como uma das grandes favoritas ao título. Seu jogo pode não ter sido exuberante, mas foi maduro, algo essencial em um torneio longo como o Australian Open.
Ruud, Wawrinka e De Minaur: consistência, experiência e casa cheia
A madrugada ainda trouxe vitórias importantes no masculino:Casper Ruud foi sólido, eficiente e controlou bem os momentos-chave da partida. Mostrou evolução no piso duro e segue como um nome perigoso na chave.Stan Wawrinka, veterano e multicampeão de Grand Slam, venceu com a autoridade de quem conhece cada centímetro de um jogo grande.
Em ritmo competitivo, arrancou aplausos e provou que ainda pode incomodar.Alex de Minaur, empurrado pela torcida australiana, confirmou o favoritismo com intensidade, velocidade e leitura tática. Jogando em casa, cresce — e muito.
O sufoco de Tien e o aviso do tênis modernoNem todos tiveram vida fácil. O jovem Learner Tien precisou se desdobrar para avançar, em uma partida dura, longa e emocionalmente desgastante. O jogo foi um lembrete claro: o circuito está cada vez mais profundo, e qualquer distração custa caro.
Feminino em destaque: Gauff, Sabalenka, Swiatek e Raducanu
No feminino, as favoritas corresponderam:
Coco Gauff venceu com autoridade, controlando o jogo mesmo em momentos de oscilação no saque. Mostrou maturidade competitiva.
Aryna Sabalenka, atual campeã, confirmou sua condição de favorita com uma atuação firme, agressiva e confiante.
Swiatek, como já citado, mostrou resiliência.
Emma Raducanu avançou com personalidade, mostrando sinais claros de retomada de confiança e competitividade no circuito.
O cenário feminino se desenha aberto, mas com nomes muito bem posicionados desde cedo.
Brasil: frustração com Bia, esperança total em João Fonseca
Para o Brasil, a madrugada trouxe sentimentos mistos. Beatriz Haddad Maia acabou eliminada ainda na primeira rodada, em um jogo de viradas emocionais. Bia começou melhor, foi agressiva, mas acabou cedendo espaço, ritmo e confiança ao longo da partida.
Agora, todas as atenções se voltam para João Fonseca. Cabeça de chave, jovem, talentoso e cada vez mais confortável em grandes palcos, ele carrega — com mérito — a esperança da torcida brasileira. Não como promessa distante, mas como realidade competitiva.
Favoritos ao título: o cenário começa a se desenhar
Com base em desempenho recente, estatísticas e primeiras rodadas, os nomes mais cotados seguem claros:
Masculino
Novak Djokovic
Jannik Sinner
Carlos Alcaraz
Daniil Medvedev (com Ruud e De Minaur correndo por fora)
Feminino
Aryna SabalenkaI
Swiatek
Coco Gauff
Elena Rybakina
Ainda é cedo, mas Melbourne já começa a separar quem veio apenas competir de quem realmente veio buscar o título.
O tênis não para — e o Australian Open só está começando
A madrugada confirmou o que já sabíamos: este Australian Open será intenso do primeiro ao último ponto. Ídolos consolidados seguem firmes, novas gerações pressionam, e o tênis brasileiro mantém viva a esperança de grandes histórias.
E aqui, no LTA News, seguimos acompanhando tudo — porque no circuito profissional, assim como na vida, o tênis não para.

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