Por Tiago Sá.
Todo jogador de tênis já viveu essa cena: tecnicamente preparado, corpo aquecido, jogo equilibrado… mas, em algum momento, a cabeça pesa. O braço encurta, o erro incomoda mais do que deveria e a partida começa a escapar sem uma razão clara.
É exatamente aí que o jogo muda de lugar.
O tênis é um esporte solitário. Entre um ponto e outro, não há tempo para conselhos externos. Só existe o jogador, seus pensamentos e suas emoções. Por isso, o mental não é um detalhe do jogo — ele é parte central da partida.
Esta coluna nasce desse ponto. Do mental Break point: aquele momento invisível em que o jogo deixa de ser apenas técnico ou físico e passa a ser emocional.
A coluna Mental Break Point já vem sendo construída com artigos esporádicos ao longo do tempo. A partir de 2026, ela ganha um novo ritmo: passa a ser semanal, com textos publicados todos os sábados, aprofundando reflexões sobre o jogo mental no tênis.
Ao longo deste ano, este espaço será dedicado a falar sobre o que acontece dentro de quem joga tênis. Do amador que treina à noite depois do trabalho ao atleta que convive com pressão, ranking e expectativa.
Aqui, o erro não será tratado como fraqueza, mas como informação. A ansiedade não será vista como inimiga, mas como sinal. E a vitória não será medida apenas pelo placar, mas pela forma como cada um lida consigo mesmo em quadra.
Como psicólogo e amante do tênis, aprendi que muitos jogos são perdidos não por falta de golpe, mas por excesso de cobrança, medo de errar ou dificuldade de permanecer presente no ponto.
O objetivo desta coluna não é ensinar fórmulas prontas, mas provocar reflexão. Às vezes, oferecer ferramentas práticas. Em outras, apenas convidar à consciência.
Nos vemos todos os sábados.
Porque, no fim, o ponto mais importante do jogo quase nunca aparece no placar.




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