Lombalgia no Tênis de Alto Rendimento: o Caso de João Fonseca e Como a Fisioterapia Pode Prevenir Lesões e Potencializar a Performance.

Por Jonas de Andrade Silva – Instituto ATIVUS bem estar.

O início da temporada costuma ser um dos períodos mais aguardados por tenistas profissionais e amadores. No entanto, em 2026, o jovem brasileiro João Fonseca precisou se retirar do primeiro torneio do ano em razão de uma lesão lombar, condição que ele mesmo descreve como crônica e relacionada a um problema estrutural da coluna, associado a histórico de fratura por estresse. O caso chama atenção não apenas pela relevância do atleta, mas por evidenciar uma das queixas mais frequentes no tênis: a dor lombar.

A lombalgia é extremamente comum em jogadores de tênis, tanto em nível recreativo quanto competitivo. Estudos recentes demonstram que entre 30% e 50% dos tenistas apresentarão episódios de dor lombar ao longo da carreira. Isso ocorre porque o tênis é um esporte que impõe altas cargas repetitivas à coluna, especialmente durante o saque, os golpes de fundo e as mudanças rápidas de direção.

Movimentos combinados de rotação, extensão e flexão do tronco geram forças compressivas e de cisalhamento importantes sobre a coluna lombar, principalmente quando associados a alto volume de treino e calendário competitivo intenso.

No caso de atletas jovens, como João Fonseca, o risco pode ser ainda maior. A soma entre crescimento, altas cargas, pouca recuperação e eventuais desequilíbrios musculares favorece o aparecimento de dores persistentes, que podem evoluir para quadros de sobrecarga estrutural. Além disso, alterações de mobilidade no quadril e na coluna torácica, déficit de estabilidade do core e falhas no controle lombo-pélvico estão frequentemente presentes em atletas com histórico de lombalgia.

É nesse contexto que a fisioterapia esportiva assume um papel decisivo, não apenas no tratamento da dor, mas principalmente na prevenção e na preparação física específica para o tênis. A abordagem moderna vai muito além do alívio sintomático. Ela começa por uma avaliação criteriosa do atleta, analisando postura, mobilidade, força, padrões de movimento e, sempre que possível, a biomecânica dos gestos esportivos, como o saque e o forehand.

A partir dessa avaliação, o foco passa a ser o desenvolvimento de um programa individualizado de fortalecimento do core e estabilização lombo-pélvica. Evidências científicas dos últimos anos demonstram que exercícios direcionados aos músculos profundos do tronco — como transverso do abdome, multífidos e musculatura paravertebral — são fundamentais para melhorar o controle do movimento, reduzir a sobrecarga na coluna e diminuir o risco de recidivas de dor lombar. Além disso, esses programas impactam positivamente a performance, melhorando potência, agilidade e eficiência dos movimentos em quadra.

Outro ponto essencial é o trabalho de mobilidade. Tenistas com limitação de rotação de quadril ou rigidez da coluna torácica tendem a “compensar” essas restrições na região lombar, aumentando o risco de lesão. Por isso, a fisioterapia preventiva inclui exercícios específicos para restaurar a mobilidade funcional dessas regiões, redistribuindo as cargas durante o jogo.

O controle de carga de treino também faz parte do processo. A fisioterapia integrada à preparação física auxilia no monitoramento do volume e da intensidade dos treinos, especialmente do saque, além de orientar estratégias de recuperação adequadas. Essa combinação é determinante para que o atleta consiga treinar e competir de forma consistente ao longo da temporada.

O afastamento temporário de João Fonseca reforça uma mensagem importante para todos os praticantes de tênis: lesões lombares não surgem de forma isolada. Elas são, na maioria das vezes, o resultado de um processo progressivo de sobrecarga associado a falhas na preparação física específica. A boa notícia é que grande parte desses quadros pode ser prevenida com um programa estruturado, individualizado e baseado em evidências científicas.

É exatamente com esse objetivo que foi desenvolvido o ATIVUS Tênis Performance, um programa realizado no Instituto ATIVUS Bem-Estar, voltado exclusivamente para a preparação física, prevenção de lesões e recondicionamento funcional de tenistas. O programa integra avaliação fisioterapêutica esportiva, fortalecimento específico, treino de estabilidade, mobilidade e estratégias de controle de carga, respeitando a individualidade biológica e o nível competitivo de cada atleta.

Seja você um jogador competitivo, jovem em formação ou atleta amador que busca longevidade no esporte, investir em preparação adequada é um passo essencial para jogar melhor, com menos dor e menor risco de lesões. A experiência de atletas de alto nível, como João Fonseca, reforça que cuidar da coluna é cuidar da carreira.

Para saber mais sobre o ATIVUS Tênis Performance e como ele pode ajudar você a treinar com mais segurança e desempenho, conheça o trabalho desenvolvido pelo Instituto ATIVUS Bem-Estar e faça da fisioterapia uma aliada estratégica dentro e fora das quadras.


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